domingo, 26 de dezembro de 2010


Imagem do fotografo João Ferraz
Célia Pires
Eles acreditam que a fé é
Fidelidade
Confiança
Crença.Em algo ou em alguém.
Eles nutrem
Sem sofismos
Sem dolos
Sem dores
Essa convicção
Para eles
Legitima
E com ela, a Fé, se sentem preparados para tudo, como se esta fosse a coluna que sustenta suas vidas
E se preciso, recomeçam
Aceitam, mas não sem luta.
Prosseguem e nunca dizem que não há esperança
E sentem o livramento de maldições, da libertação de dores, da alegria por existirem.
Comungam dessa certeza, nutridos em divino amor.
Pois a fé *é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem". *
*Hebreus11:1

sábado, 25 de dezembro de 2010

Acalanto


Acalanto
Célia Pires
Se eu pudesse te aliviaria o peso dos ombros
Se eu pudesse afagaria seus músculos até aliviar qualquer dor e depositaria todos os meus beijos
Se eu pudesse te embalaria depois de lavar seus pés, o ninaria como uma criança sedenta de colo até você dormir um sono dos justos, mas só posso desejar, mas só posso desejar, pois você não é meu, não é meu...

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

She



Obra de Marcelo Accarini









She



Célia Pires


O lenço envolto à bonita face é para esconder seu lado 'escuro' ou simplesmente alguma dor na obscuridade negra de seu olhar?
Seu rosto parece guardar toda a lancinante agonia do mundo.
Será que ela quer sonhos que caibam no tamanho daqueles que abriga desde criança ou simplesmente alguém que lhe alivie a angustiante dor?
Desesperada, procura, às tontas, quem poderá ‘construir’ as pontes para que atravesse e realize seus desejos: o de mastigar a dura realidade e de sonhar!
Talvez um mágico, um polichinelo ou um garboso cavaleiro!
Não lhe importa quem...
Ela simplesmente procura desvairadamente alguém que lhe retire o lenço mansa e ternamente e lhe mostre aonde encontrar o doce néctar no amaro da vida. Ela busca alguém que lhe retire o lenço, que lhe retire o lenço...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Por um momento...

Foto-Carlos Nery

(Pra você)


Por um momento...
Célia Pires
No escuro do quarto de minh'alma o sinto chegar.Minha introspecção invade o espaço como uma pedra de chumbo e amarra o desejo, me impedindo de avançar.
Mas o amor é maior e se lança à corrente soltando as amarras
Avanço. Quero tomá-lo. Domá-lo.
Fazer a todo custo que sucumba ao riso profano, escancarado
Mas tropeço em algo que suponho ser mera ilusão, talvez um passatempo temporário.
Mas me levanto. Não me importo. Sim não me importa, pois se puder por apenas um momento escutar o som do seu riso, experimentar o gosto da sua boca e me perder no brilho de seu olhar já terá válido à pena....

domingo, 28 de novembro de 2010

A russa grávida


Obra do pintor Marcelo Accarini
http://www.accarinifinearts.blogspot.com.br/


"A russa grávida"

Célia Pires

No olhar de águas claras, a majestade cristalizada.
Nobre.
Inata.
Altiva.
E em águas uterinas e 'russeificadas' a geração de um novo ser.
Gesta o instante. Gestante!
Será novo um Nabokov? Tolstoi? Dostoievski?
Um Yaschin. Uma Sharapova?Não importa.
Desde que no ‘dia da vitória’ venha ao mundo um(a) nobre e saudável 'camarada'...

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Rio de Janeiro


"Rio de Janeiro"

Célia Pires
Maculando de vermelho toda a verde beleza, a bala ainda tonta, perdida e descontrolada só diminui e cessa quando se sente abrigada.
E assim aconchegada desconhece a triste verdade de que para alguém não mais haverá a redenção do Cristo,nem o açúcar do Pão, os fogos do Reveillon, o gingado malemolente do Carnaval.
Sem futebol.Sem Maracanã!
Sem samba. Das escolas
Sem praias. De Copacabana!
Sem mais o caminhar pela Cidade Maravilhosa!
Não mais o gozo de ver as ondas quebrando na praia.Só a rota para o desconhecido....para o desconhecido...

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Canibal

Eu te amo
O que acontece entre você e eu não se entende.
Sente-se.
Sinto-me derreter
Você me deixa louca
Você me cativa a cada
momento da minha vida
Me sinto
febril
Eu quero você por inteiro
Quero sentir seu cheiro
Te devorar até que nada mais reste a não ser a vontade de te devorar de novo, de novo e de novo ...